No dia 2 de Outubro de 2010, a turma do 10º B foi visitar o Museu do Azulejo. Quando iniciamos a visita, o guia mostrou-nos um painel de azulejos onde representava a cidade antes do terramoto de 1755. Pudemos observar várias diferenças do passado com a actualidade, principalmente antes de acontecer o terramoto. Nesse painel conseguimos identificar também várias igrejas, palácios, conventos, etc…
Os azulejos são placas de barro cozido, vidrado e pintado e seguidamente fomos visitar a sala com azulejarias arcaicas, onde o guia nos explicou como se fazia os primeiros azulejos. No inicio, o barro era estendido em lastra e seguidamente cozido. Normalmente estes tinham formas quadradas e as técnicas utilizadas para a decoração eram:
- Aresta: é uma técnica em que a separação das cores era feita levantando pequenos muros na peça. Esta técnica permite a produção de uma maior variedade de padrões.
-Alicatado: é uma técnica onde se agrupam pedaços de cerâmica vidrada. Pode ser cortada de diferentes tamanhos e formas geométricas e cada pedaço destes apresenta normalmente várias cores.
- Corda seca: é uma técnica em que a separação das cores era feita através da abertura de buracos na peça onde eram preenchidos com matéria gorda que evitavam que houvesse uma mistura de cores durante a cozedura.
No forno eram utilizadas técnicas como a tremps e a gazete onde se separava os azulejos. As primeiras utilizações de placas cerâmicas na arquitectura portuguesa foram utilizadas em mosaicos. Os azulejos arcaicos foram substituídos mais tarde por azulejos com a técnica da faiança que veio permitir uma grande liberdade no desenho e uma grande evolução de maiores números de azulejos produzidos.
Na azulejaria também era utilizado a técnica do Esgrafitado, Enxaquetado e Majólica. A técnica dos azulejos esgrafitados consistia na abertura dos elementos decorativos no vidrado e a técnica dos azulejos enxaquetados consistia em agrupamentos de azulejos geométricos em forma de xadrez onde se utilizava também várias cores diferentes.
A técnica majólica veio revolucionar a produção do azulejo pois permite a posse duma pintura directa sobre a peça já cozida. Após a primeira cozedura é colocada sobre a placa um liquido branco à base de estanho que se transforma na segunda cozedura. O óxido de estanho faz com que a superfície ganhe uma coloração branca translúcida na qual é possível aplicar directamente pigmentos solúveis. Estes são logo absorvidos o que elimina qualquer possibilidade de uma correcção de pintura na peça. O azulejo é colocado novamente no forno.
Visitamos entretanto uma sala onde tinha em exposição o painel “Retábulo de Nossa Senhora da Vida”. Este painel foi uma das primeiras produções portuguesas e estes transfiguravam as salas fazendo padrões não repetitivos, monumentalidade e dinamização. Os portugueses tinham gosto por composições monumentais, tinham liberdade expressiva e nacionalizavam sempre a gravura e a maior parte da pintura era realizada por simples artesões que não tinham possibilidades e utilizavam materiais baratos.
Nos finais do sec. XVI começou-se a utilizar padrões de azulejos repetidos e tinham um objectivo de tornar os painéis mais dinâmicos. Estes eram formados em grupos de 2x2 até 12x12 com certa composição onde existiam azulejos repetidos. Os portugueses utilizavam motivos decorativos maneiristas e criavam vários estilos de padrões diferentes.
Os azulejos de figura avulsa representavam uma composição com uma figura no mesmo. Estes eram utilizados principalmente em cozinhas e lances de escadas.
De seguida visitamos a igreja de estilo barroco (barroco do sul) que por volta do séc. XVII o rei mandou fazer obras para esta poder ter melhores condições onde por exemplo se construiu janelas de traves para haver mais claridade. A igreja possui painéis de azulejos holandeses e altares de talha dourada, do qual pretendia-se diferenciar dos espanhóis. Após a visita à igreja fomos visitar uma sala também com azulejos do tempo barroco. Todos os azulejos têm significados e grande parte deles representam cenas religiosas. A sala seguinte mostrava azulejos de figura avulsa que representavam uma composição com uma figura (exemplo: animais) no mesmo. Estes eram utilizados principalmente em cozinhas e lances de escadas. Os azulejos avulsos holandeses e portugueses apresentavam bastantes diferenças. Os azulejos portugueses eram ricos em cenas sagradas e imitavam a pintura a óleo enquanto os holandeses davam uma pintura muito menos carregada e utilizavam técnicas de desenho. De seguida visitamos os azulejos da arte nova/contemporânea onde pudemos notar na enorme utilização de formas geométricas. Parte destes azulejos da arte nova são utilizados em estações de metro e no parque das nações/expo. Uma das obras contemporâneas destacadas no museu é do pintor, desenhador e gravador Querubim Lapa. Estudou na escola António Arroio e entrou no curso de escultura da Escola de Belas Artes de Lisboa. Na escola António Arroio podemos encontrar obras suas como por exemplo o conjunto de azulejos no edifício da escola.