Durante a semana eu e o meu grupo começamos a fazer os planos de cinema, desenvolvendo cada um e decidindo o que aconteceria também em cada um.
Planos de Cinema:
Plano 1: A personagem principal está num dia normal a passear e olha fixamente para o sol. Devido a um eclipse solar esta fica em sofrimento e com uma cegueira. Neste plano o objectivo é mostrar a personagem a olhar para o sol e ficar cega.
Plano 2: A cegueira da personagem principal causou-lhe sérios problemas, não só físicos mas principalmente psicológicos. A personagem sente-se perdida na sua própria escuridão e não consegue ter forças suficientes para continuar a viver da maneira que vivia. O acidente causou-lhe um transtorno e uma depressão com alguma gravidade e a própria personagem não fala, não reage e não sente prazer em viver. Neste plano o objectivo é mostrar a sofrimento da personagem. Esta irá estar sentada na sua própria sala com as ligaduras do acidente à volta dos olhos sem reagir a nada e sem se mover.
Plano 3: No terceiro plano a enfermeira encarregue pela personagem principal vai a sua casa para verificar se está tudo bem e para tratar do seu próprio paciente. A enfermeira tenta fazer com que o paciente reaja, mede-lhe a tenção, dá a vacina para a recuperação da mesma e ainda lhe dá o comprimido que essa terá de tomar.
Plano 4: No plano 4 a namorada da personagem principal vai a sua casa fazer-lhe uma visita. Esta tenta reanimar a personagem também mas não à forma de conseguir fazer com que ele seja o mesmo. Ela fica encostada a ele e desesperadamente afasta-se e começa a chorar por tudo o que está a acontecer. Ao chorar ela encosta-se a uma mesinha e acaba por adormecer.
Plano 5: De seguida a personagem recebe um telefonema da enfermeira com óptimas notícias, noticias essas que lhe meteram um sorriso na cara. No momento seguinte a enfermeira chega e entra na casa. A namorada cumprimenta-a e de seguida esta faz o seu trabalho dando a vacina e os comprimidos à personagem. A enfermeira ainda tenta reanima-lo mas a personagem continua sem reagir. Esta de vagar dirige para trás da figura imóvel na cadeira e começa-lhe a tirar as ligaduras com cuidado. Após a enfermeira tirar as ligaduras a personagem principal ganha forças e sorri para a namorada. Neste plano o objectivo é mostrar a felicidade do cego por milagrosamente conseguir voltar a ver.
Plano 6: Neste plano a namorada e a personagem principal passeiam alegremente pelo jardim.
Pesquisa:
Dá-se o nome de auto-retrato, quando o retratista procura descrever o seu aspecto e o seu carácter, revelando o que captou da expressão mais profunda de si mesmo. O auto-retrato constitui um exercício que permite revelar traços do criador artista. No auto-retrato, o artista procura mostrar-se (ou descobrir-se) de uma forma mais nítida, mais verdadeira e intima e pode mesmo não gostar daquilo que vê, pode não aprovar, e, por isso pode modificar a imagem que encontrou de si.
Muito usado na pintura, na literatura ou na escultura, o auto-retrato nem sempre representa a imagem real da pessoa, mas sim como o artista se vê: aceita e assume ou tenta mudar e isso depende de cada pessoa ou mesmo de cada momento.
Alguns artistas afirmam que existe sempre algum temor em cada auto-retrato, pintura, fotografia ou escultura. Teme-se a análise introspectiva, teme-se o conhecimento que ultrapasse a barreira da fantasia, que faça desmoronar um ideal.~
Descrição objectiva – a reprodução da personagem em causa é fiel, isto é, os aspectos caracterizados são descritos de acordo com a realidade. Pelo contrário, numa descrição mais subjectiva, a personagem é descrita de acordo com a sensibilidade do observador, isto é, da maneira como este a vê e sente.
Prespectiva geral – a personagem é apresentada, globalmente, através dos seus traços dominantes. Em contrapartida, a personagem descrita numa perspectiva mais pormenorizada é apresentada a partir dos seus traços particulares distintivos, relativos ao aspecto físico, aos sentimentos e ao comportamento desta.
A caracterização de uma personagem pode ser feita numa perspectiva fixa e estática como se estivéssemos a ver uma fotografia ou, pelo contrário, numa perspectiva mais dinâmica como se estivéssemos a assistir a um filme. Estas duas perspectivas dependem da presença/ ausência de movimento. No caso do auto-retrato recriado através de uma imagem, o movimento é reconhecível, por exemplo, a partir dos gestos da personagem e, no caso da descrição verbal do auto-retrato, este é conseguido, por exemplo, a partir dos verbos de acção (movimento).












