Conceito:
Quando acordares olha por mim,
E em silêncio beija-me assim,
Contaste-me como era acreditar,
Mostraste-me o mundo para além do olhar.
Vozes no mar que se escondem
Com vergonha de te ver, talvez...
Passei a vida a tentar acreditar,
Na corda bamba a vacilar.
Arrisquei para tornar o meu sonho realidade
Acreditei que dar é importante
Senti o coração a bater forte no meu peito
Senti que o amor já era um sentimento feito
E Sei que possuí em plenitude
Os dons da minha Juventude
E fui conseguindo amar a vida
Conseguindo torna-la mais bela
Acendi um fogo de esperança
E com o meu espírito de criança
Não permiti que ele se apagasse
Tinha consciência de que não estava só
Sabia que haveria sempre alguém do meu lado.
Junto à nossa comunidade sempre correu a Vida, dividida
Tínhamos sempre uma mão
que era nossa amiga
e para dar a quem quiser receber
e viver a Vida a valer
Escrevemos o nosso Rumo
e fizemos o que pudemos
nunca nos esquecemos que
Seriamos O QUE QUISSEMOS
Tudo começou pela escolha do caminho de cada um;
Que não deixa de ser uma importante fase da vida,
Que irá ser sempre bem recebida
E se tiveste sempre a tua cabeça no lugar,
O mundo conseguiste explorar,
Mas Não deixes cair os teus olhos,
Não te deixes enganar,
Olha sempre de frente os escolhos,
Olha que podes encalhar.
Não queiras ficar no cais
Sempre foi urgente estar atento,
Ver para onde corria a maré,
Ver de onde soprava o vento,
Não fosses tu perder o pé.
A vida não é um deserto
O Lenço vivo era o rumo certo
Decide tu aonde vais
Não queiras ficar para trás no cais.
E ao acordar vi-te a olhar,
Para o fim do céu, lá junto ao mar,
Contigo ri-me e encontrei
As palavras certas para ser alguém.
E assim vivi, acreditei,
Nadei no Sol e no mar voei,
Bastou ter fé e acreditar,
E passo a passo, fui escuteira a viver e a amar
E guardei dentro de mim
Todos as memorias que ainda hoje,
Na minha cabeça cantam melodias
Com o som da viola a acompanhar
E que por este texto me ajudará sempre a relembrar.
Referenciais
Sobre o escutismo…
Escotismo ou escutismo, fundado por Lorde Robert Stephenson Smyth Baden-Powell, em 1907, é um movimento mundial, educacional, voluntariado, apartidário, sem fins lucrativos. A sua proposta é o desenvolvimento do jovem, por meio de um sistema de valores que pioria a honra, baseado na Promessa e na Lei escoteira, e através da prática do trabalho em equipe e da vida ao ar livre, fazer com que o jovem assuma seu próprio crescimento, tornar-se um exemplo de fraternidade, lealdade, altruísmo, responsabilidade, respeito e disciplina.
Robert Stephenson Smyth Baden-Powell,
Seu era o reverendo Baden Powell, professor catedrático em Oxford. Sua mãe era filha do almirante inglês W. T. Smyth. Seu bisavô, Joseph Brewer Smyth, tinha ido como colonizador para Nova Jersey (Estados Unidos) mas voltou para a Inglaterra e naufragou na viagem de regresso.
Seu pai morreu quando Robert Baden-Powell tinha 4 anos, deixando a sua mãe com sete filhos, dos quais o mais velho não tinha ainda 14 anos. Robert viveu uma bela vida ao ar livre com seus quatro irmãos, excursionando e acampando com eles em muitos lugares da Inglaterra.
Em 1870 Baden-Powell (B-P) ingressou na Escola Chaterhouse em Londres com uma bolsa de estudos. Não era um estudante que se destacasse especialmente dos outros, mas era um dos mais vivos.
A promessa escoteira sintetiza o embasamento moral do Movimento Escoteiro. No momento da Promessa, os membros do Movimento comprometem-se voluntariamente a conduzirem-se de acordo com a orientação moral do Movimento, reconhecendo a existência de deveres que têm de ser cumpridos. Os elementos da Promessa Escoteira estão contidos nos Princípios do Movimento Escoteiro. Ao fazer a promessa, o escoteiro poderá passar a utilizar o símbolo mais honrado do escotismo (o lenço escotista).
Conceitos inerentes à Lei Escoteira
Honra, integridade, lealdade, presteza, amizade, cortesia, respeito e protecção da natureza, responsabilidade, disciplina, coragem, ânimo, bom senso, respeito pela propriedade e auto-confiança.
Quando Baden-Powell idealizou a Lei Escoteira, decidiu não estabelecer leis proibitivas, mas conceitos para formação de pessoas benévolas, para que, desta forma, o jovem escoteiro tivesse onde se espelhar e pudesse se orientar.
Os dez artigos da Lei Escoteira:
1. A Honra, para Escoteiros, é ser digno de confiança.
"A Honra para um Escoteiro é ser digno de toda confiança. Como um Escoteiro, nenhuma tentação, por maior que seja, e embora seja secreta, irá persuadi-lo a praticar uma ação desonesta ou escusa, mesmo muito pequena. Você não voltará atrás a uma promessa, uma vez feita. A palavra de um Escoteiro equivale a um contrato. Para um Escoteiro, a verdade, e nada mais que a verdade." Baden-Powell
2. O Escoteiro é leal ao Rei, à sua pátria, aos seus escotistas, aos seus pais, aos seus empregadores, e aos seus subordinados.
"O Escoteiro é leal à Pátria, à Igreja, às autoridades do governo, aos seus pais, seus chefes, seus patrões e aos que trabalham como seus subordinados. Como um bom cidadão, você é de uma equipe, 'jogando o jogo' honestamente, para o bem do conjunto. Você merece a confiança do governo de sua pátria, do Movimento Escoteiro, dos seus amigos e companheiros de Patrulha, de seus patrões ou de seus empregados, que esperam que você seja correcto, fazendo o melhor possível, em benefício deles, ainda quando eles não correspondem sempre bem ao que você espera deles. Além disso, você é leal também a si mesmo; você não quer diminuir seu respeito a si mesmo jogando mal de propósito; nem vai querer decepcionar ou ficar em falta com outro homem, nem, tampouco, com outra mulher." Baden-Powell
3. O Dever para o Escoteiro é ser útil e ajudar o próximo.
"O dever do Escoteiro é ser útil e ajudar a todos. Como Escoteiro, seu mais alto objectivo é servir. Você deve merecer a confiança de que, em qualquer ocasião, estará pronto a sacrificar tempo, trabalho, ou, se necessário, a própria vida pelos demais. O sacrifício é o sal do serviço." Baden-Powell
4. O Escoteiro é amigo de todos e irmão dos demais escoteiros, não importando a que país, classe ou credo o outro possa pertencer.
"É amigo ou irmão, não importando a que país, classe ou credo o outro possa pertencer. Como Escoteiro, você reconhece as demais pessoas como sendo, com você, filhos do mesmo Pai, e não faz caso de suas diferenças de opinião, casta, credo ou país, quaisquer que elas sejam. Você domina os próprios preconceitos e procura encontrar as boas qualidades que tenham; o defeito deles qualquer um pode criticar. Se você põe em prática esse amor pelas pessoas de outros países e ajuda a fazer surgir a paz e a boa vontade internacionais, isto será o Reino de Deus na terra. O mundo inteiro é uma fraternidade." Baden-Powell
5. O Escoteiro é cortês.
"Como os antigos cavaleiros, você, sendo um Escoteiro, é, sem dúvida, polido e atencioso com as mulheres, velhos e crianças. Mas, além disso, você é polido mesmo com aqueles que estão contra você. Aqueles que têm razão, não precisam perder a calma; aqueles que não têm razão, não podem se dar ao luxo de perdê-la." Baden-Powell
6. O Escoteiro é amigo dos animais.
"Você reconhecerá como companheiras as outras criaturas de Deus, postas, como você, neste mundo, durante certo tempo, para gozar suas existências. Maltratar um animal é, portanto, um desserviço ao Criador. Um Escoteiro deve ter um grande coração." Baden-Powell
7. O Escoteiro obedece às ordens dos seus pais, do seu monitor ou do seu chefe escoteiro.
"O Escoteiro obedece, de boa vontade, sem vacilar, às ordens de seus pais, Monitores e Chefes. Como Escoteiro, você se disciplina e põe-se, profunda e voluntariamente, às ordens das autoridades constituídas, para o bem geral. A comunidade mais feliz é a comunidade mais disciplinada; a disciplina, porém, deve vir do íntimo, e nunca ser imposta de fora. Por isso, tem um grande valor o exemplo que você der aos demais nesse sentido." Baden-Powell
8. O Escoteiro sorri e assobia sobre todas dificuldades.
"Como Escoteiro você será visto como o homem que não perde a cabeça e que aguenta qualquer crise com ânimo alegre, coragem e optimismo." Baden-Powell
9. O Escoteiro é económico.
"Como Escoteiro, você olhará para o futuro e não irá dissipar tempo e dinheiro com prazeres do momento, mas, ao contrário, fará uso das oportunidades do momento tendo em vista o futuro sucesso. Você fará isso com a ideia de não ser um ónus, mas uma ajuda para os demais." Baden-Powell
10. O Escoteiro é limpo no pensamento, na palavra e na acção.
"O Escoteiro é limpo em pensamento, palavra e acção. Como Escoteiro, espera-se que você tenha não só uma mente limpa, como também uma vontade limpa; seja capaz de controlar quaisquer tendências intemperadas do sexo; dê um exemplo aos demais sendo puro, franco, honesto em tudo que pensa, diz ou faz." Baden-Powell.
O Método pela CME
A Lei escoteira:
Os jovens são estimulados a adota-la entre 10 e 11 anos de idades, essa é a idade que as pessoas começam a compreender valores, assim se assimilarem a Lei Escoteira nessa época, ela torna-se inerente nas ações e nas visões do jovem, passando a ser mais do que um código e sim um estilo de vida.[5]
A Promessa Escoteira:
O comprometimento com ela é voluntário, mas assim que aceitar o jovem tem que te fazer o melhor que ele pode para cumpri-la, colocando Deus, a Pátria, a Paz, a honra e os valores da Lei Escoteira, acima de sua própria vida
A Proposta:
| O Escotismo contribuiu para a educação de jovens através de um sistema de valores: CNE |
A missão do Escotismo é contribuir para educação do jovem para que ele possa ajudar na construção de um mundo melhor, onde as pessoas se realizem como indivíduos e como uma sociedade.
Essa missão é atingida através do Método Escoteiro, que capacita o jovem ser o responsável pelo seus actos, seu desenvolvimento, seu comprometimento, sua responsabilidade, auto evoluindo-o.
| O Valores propostos é um projecto para a vida toda e para todos os escoteiros CNE. |
Os princípios constituem uma proposta são compromissos individuais, que representam um desafio para todos que são escoteiros. Os princípios convida a todos os jovens e adultos a constantemente enfrentar os desafios para cumprir os compromissos assumidos.
Algumas associações nacionais têm diferentes palavras para essa proposta de educação, mas todas versões expressão os mesmo sistema de valores. O texto abaixo mostra o que o Método Escoteiro busca.
Todos os homens e mulheres que dividem a experiência de ser escoteiro aspiram fazer o melhor para ser:
Uma pessoa com liberdade e integridade, de mente aberta e com um coração verdadeiro, forte em sua determinação, responsável e ter confiança sobre seus julgamentos e acções. Uma pessoa que coloca acima de sua vida, a verdade de suas palavras.
Pronto para servir outros, envolvido com a comunidade, comprometido com a democracia e com o desenvolvimento, amante da justiça e promovedor da paz, que valoriza o trabalho humano e constrói a sua família em amor, consciente de sua própria dignidade e de outros, dividindo com todos a alegria e a afeição.
Pronto para servir outros, envolvido com a comunidade, comprometido com a democracia e com o desenvolvimento, amante da justiça e promovedor da paz, que valoriza o trabalho humano e constrói a sua família em amor, consciente de sua própria dignidade e de outros, dividindo com todos a alegria e a afeição.
Uma pessoa criativa que deixa o mundo melhor do que quando ele encontrou e que promove grandes esforços para manter a integridade da natureza, aprende continuadamente e procura por caminhos que permanecem inexplorados; que faz os trabalhos seu trabalho bem e é livre de avidez para com posses e é independente de bens materiais.
Uma pessoa espiritualizada, com um senso transcendental de vida, que é tem o peito aberto para com Deus, vive a sua vida com alegria e faz dela parte do dia; e é aberto a diálogo, compreende, respeita a fé e a religião do próximo.
Uma pessoa espiritualizada, com um senso transcendental de vida, que é tem o peito aberto para com Deus, vive a sua vida com alegria e faz dela parte do dia; e é aberto a diálogo, compreende, respeita a fé e a religião do próximo.
Em 1907, deram-se os primeiros passos para o aparecimento do Escutismo. Baden Powell, um militar Inglês, que publicou um livro intitulado "O auxiliar do explorador", foi solicitado para adaptar os seus métodos de observação e exploração, para a formação de jovens.
Assim, a 25 de Julho de 1907, partiu com vinte rapazes, organizados em quatro patrulhas (Corvo, Maçarico, Touro e Lobo) para a Ilha de Brownsea, onde se realizou o primeiro acampamento de Escuteiros.
| Este acampamento foi tão bem sucedido, que B.P. resolveu publicar todas as experiências vividas e conhecidas, de modo a despertar nos jovens o gosto pelas Aventuras, num livro a que chamou "Escutismo para Rapazes". Este livro foi primeiramente publicado em fascículos quinzenais nos primeiros meses de 1908 e teve tão grande aceitação que, por toda a Inglaterra se formaram novas Patrulhas de Escuteiros. O Escutismo cresceu rapidamente e de tal forma que nos fins de 1908, apenas alguns meses depois de ter surgido, havia já cerca de 60000 Escuteiros espalhados por vários países. Em 1920, no 1º Jamboree Mundial, em Londres, B.P. foi aclamado Chefe Mundial dos Escuteiros. |
Durante o ano de 1922, realizou-se em Roma o Congresso Eucarístico Internacional; da representação portuguesa tomou parte o Senhor Arcebispo de Braga, D. Manuel Vieira de Matos e seu secretário, Senhor Dr. Avelino Gonçalves.
Ao verem as brilhantes actuações dos Escuteiros Católicos Italianos, ficaram tão bem impressionados, que logo pensaram fundá-lo em Portugal.
Em 27 de Maio de 1923 nasce em Braga o "Corpo de Scouts Católicos Portugueses", mais tarde denominado Corpo Nacional de Escutas.
O Escutismo continuou a crescer e a expandir-se para todos os pontos do globo. Hoje, somos mais de 28 milhões de Escuteiros, distribuídos por cerca de 150 países.
Ao verem as brilhantes actuações dos Escuteiros Católicos Italianos, ficaram tão bem impressionados, que logo pensaram fundá-lo em Portugal.
Em 27 de Maio de 1923 nasce em Braga o "Corpo de Scouts Católicos Portugueses", mais tarde denominado Corpo Nacional de Escutas.
O Escutismo continuou a crescer e a expandir-se para todos os pontos do globo. Hoje, somos mais de 28 milhões de Escuteiros, distribuídos por cerca de 150 países.
Sinais de Pista da palestra do bivaque nº4 do escutismo para rapazes
Os sinais de pista escutistas fazem-se no chão, do lado esquerdo do caminho. Nunca se devem fazer onde prejudiquem ou desfeiem a propriedade particular. Quando um escuteiro faz sinais no chão para outros lerem, desenha também a cabeça do animal de patrulha/equipa. Assim, se ele quiser mostrar que um certo caminho não deve seguir-se, traça nele um sinal que significa "não vás por aqui", e acrescenta-lhe a cabeça do animal da sua patrulha para mostrar qual a patrulha que descobriu que o caminho não era bom e o seu próprio número para mostrar qual o escuteiro que o descobriu, assim:
À noite colocam-se no caminho, em disposições semelhantes, paus envolvidos em fios de erva ou pedras para se poderem apalpar com a mão.
À noite colocam-se no caminho, em disposições semelhantes, paus envolvidos em fios de erva ou pedras para se poderem apalpar com a mão.
Nós e Amarrações escutistas:
Todo o escoteiro deve saber fazer nós. Eles são essenciais para o acampamento e também para a vida do dia a dia.
Um nó, para ser considerado bom deve satisfazer as seguintes condições:
- Simplicidade em ser feito
- Apertar à medida que o esforço sobre ele aumentar.
- Facilidade em ser desatado
Saudação
Todos os escuteiros se saúdam da mesma maneira, seja qual for a sua nacionalidade, credo, raça ou cor. É uma saudação como qualquer outra, um sinal de boa educação, que devemos ter para todos.
| Devemos executá-la quando nos cruzamos com um irmão escuta, quando vemos passar um funeral, quando se está a hastear ou arrear a Bandeira Nacional, em frente de uma igreja, ou em qualquer ocasião, ou lugar que nos mereça respeito. Como a maior parte das vezes não andas uniformizado, para seres reconhecido como Escuteiro, deves usar o emblema metálico do C.N.E. e talvez aconteça de alguém vir ao teu encontro fazendo a saudação. Quando fizeres a saudação, mantém a cabeça levantada e olha sorridente para aquele a quem saúdas. Nas cerimónias religiosas - na benção do Pão e do Vinho - todos os escuteiros devem permanecer em sentido, sem fazer a saudação. A saudação faz-se com a mão direita elevando-a a altura do ombro formando um ângulo de 90º, palma da mão para a frente (gesto de paz entre os peles-vermelhas), com os três dedos médios em extensão e os outros flectidos, ficando o polegar sobre o mindinho, na posição de sentido. Os três dedos ao alto e unidos recordam ao Escuteiro os três artigos da Promessa e os três princípios do Escuta. O dedo polegar sobreposto ao dedo mindinho, simboliza a protecção do mais forte ao mais fraco. Para se despedirem os escuteiros têm por norma saudarem-se à maneira Zulo, isto é: votos de boa caça. |
| Saudação com Beret. Para fazer a saudação com beret é, tal e qual, como para a cabeça descoberta. Só que a mão direita, em lugar de ficar a altura do ombro, sobe até tocar o beret, por cima do sobrolho direito, formando um ângulo de 45º. Saudação com Vara Esta saudação faz-se com a mão esquerda e, em vez de a levantar, ela fica colocada em frente à cintura, com o antebraço na horizontal e com a palma da mão virada para baixo, a tocar com o dedo médio na vara, que é segura verticalmente com a mão direita. Não te esqueças que a saudação é executada sempre na posição de sentido. Cumprimento à esquerda Quando se cumprimenta outro Escuteiro, dá-se um aperto de mão, usando a mão esquerda, de modo a cruzar os dedos mindinhos. Usa-se a mão esquerda, por duas razões: 1ª - É a mão que está mais próxima do coração e é, portanto uma prova do nosso afecto pela outra pessoa. 2ª - Deixa a mão direita livre para fazer a saudação. É a mão com que os Zulos se cumprimentavam, visto que, devido a usarem escudo na mão esquerda, teriam de se desproteger para cumprimentar alguém, mostrando assim que confiava na outra pessoa. Conta-se que o facto de se cruzarem os dedos mindinhos, teve origem mais recente e faz-se porque durante a sua estadia na terra dos Zulos, B.P. combateu com um dos seus chefes, num combate pessoal e, depois de o ter derrubado, em vez de o matar, B.P. ajudou-o a levantar usando a mão esquerda. Ora o chefe Zulo tinha o dedo mindinho partido e, B.P. cruzou então os dedos de modo a proteger-lhe o dedo partido. | |
Como não consegui terminar o conceito na ultima aula terminei-o durante a semana.
Conceito:
Quando acordares olha por mim,
E em silêncio beija-me assim,
Contaste-me como era acreditar,
Mostraste-me o mundo para além do olhar.
Vozes no mar que se escondem
Com vergonha de te ver, talvez...
Passei a vida a tentar acreditar,
Na corda bamba a vacilar.
Arrisquei para tornar o meu sonho realidade
Acreditei que dar é importante
Senti o coração a bater forte no meu peito
Senti que o amor já era um sentimento feito
E Sei que possuí em plenitude
Os dons da minha Juventude
E fui conseguindo amar a vida
Conseguindo torna-la mais bela
Acendi um fogo de esperança
E com o meu espírito de criança
Não permiti que ele se apagasse
Tinha consciência de que não estava só
Sabia que haveria sempre alguém do meu lado.
Junto à nossa comunidade sempre correu a Vida, dividida
Tínhamos sempre uma mão
que era nossa amiga
e para dar a quem quiser receber
e viver a Vida a valer
Escrevemos o nosso Rumo
e fizemos o que pudemos
nunca nos esquecemos que
Seriamos O QUE QUISSEMOS
Tudo começou pela escolha do caminho de cada um;
Que não deixa de ser uma importante fase da vida,
Que irá ser sempre bem recebida
E se tiveste sempre a tua cabeça no lugar,
O mundo conseguiste explorar,
Mas Não deixes cair os teus olhos,
Não te deixes enganar,
Olha sempre de frente os escolhos,
Olha que podes encalhar.
Não queiras ficar no cais
Sempre foi urgente estar atento,
Ver para onde corria a maré,
Ver de onde soprava o vento,
Não fosses tu perder o pé.
A vida não é um deserto
O Lenço vivo era o rumo certo
Decide tu aonde vais
Não queiras ficar para trás no cais.
E ao acordar vi-te a olhar,
Para o fim do céu, lá junto ao mar,
Contigo ri-me e encontrei
As palavras certas para ser alguém.
E assim vivi, acreditei,
Nadei no Sol e no mar voei,
Bastou ter fé e acreditar,
E passo a passo, fui escuteira a viver e a amar
E guardei dentro de mim
Todos as memorias que ainda hoje,
Na minha cabeça cantam melodias
Com o som da viola a acompanhar
E que por este texto me ajudará sempre a relembrar.
Referenciais
Sobre o escutismo…
Escotismo ou escutismo, fundado por Lorde Robert Stephenson Smyth Baden-Powell, em 1907, é um movimento mundial, educacional, voluntariado, apartidário, sem fins lucrativos. A sua proposta é o desenvolvimento do jovem, por meio de um sistema de valores que pioria a honra, baseado na Promessa e na Lei escoteira, e através da prática do trabalho em equipe e da vida ao ar livre, fazer com que o jovem assuma seu próprio crescimento, tornar-se um exemplo de fraternidade, lealdade, altruísmo, responsabilidade, respeito e disciplina.
Robert Stephenson Smyth Baden-Powell,
Seu era o reverendo Baden Powell, professor catedrático em Oxford. Sua mãe era filha do almirante inglês W. T. Smyth. Seu bisavô, Joseph Brewer Smyth, tinha ido como colonizador para Nova Jersey (Estados Unidos) mas voltou para a Inglaterra e naufragou na viagem de regresso.
Seu pai morreu quando Robert Baden-Powell tinha 4 anos, deixando a sua mãe com sete filhos, dos quais o mais velho não tinha ainda 14 anos. Robert viveu uma bela vida ao ar livre com seus quatro irmãos, excursionando e acampando com eles em muitos lugares da Inglaterra.
Em 1870 Baden-Powell (B-P) ingressou na Escola Chaterhouse em Londres com uma bolsa de estudos. Não era um estudante que se destacasse especialmente dos outros, mas era um dos mais vivos.
A promessa escoteira sintetiza o embasamento moral do Movimento Escoteiro. No momento da Promessa, os membros do Movimento comprometem-se voluntariamente a conduzirem-se de acordo com a orientação moral do Movimento, reconhecendo a existência de deveres que têm de ser cumpridos. Os elementos da Promessa Escoteira estão contidos nos Princípios do Movimento Escoteiro. Ao fazer a promessa, o escoteiro poderá passar a utilizar o símbolo mais honrado do escotismo (o lenço escotista).
Conceitos inerentes à Lei Escoteira
Honra, integridade, lealdade, presteza, amizade, cortesia, respeito e protecção da natureza, responsabilidade, disciplina, coragem, ânimo, bom senso, respeito pela propriedade e auto-confiança.
Quando Baden-Powell idealizou a Lei Escoteira, decidiu não estabelecer leis proibitivas, mas conceitos para formação de pessoas benévolas, para que, desta forma, o jovem escoteiro tivesse onde se espelhar e pudesse se orientar.
Os dez artigos da Lei Escoteira:
1. A Honra, para Escoteiros, é ser digno de confiança.
"A Honra para um Escoteiro é ser digno de toda confiança. Como um Escoteiro, nenhuma tentação, por maior que seja, e embora seja secreta, irá persuadi-lo a praticar uma ação desonesta ou escusa, mesmo muito pequena. Você não voltará atrás a uma promessa, uma vez feita. A palavra de um Escoteiro equivale a um contrato. Para um Escoteiro, a verdade, e nada mais que a verdade." Baden-Powell
2. O Escoteiro é leal ao Rei, à sua pátria, aos seus escotistas, aos seus pais, aos seus empregadores, e aos seus subordinados.
"O Escoteiro é leal à Pátria, à Igreja, às autoridades do governo, aos seus pais, seus chefes, seus patrões e aos que trabalham como seus subordinados. Como um bom cidadão, você é de uma equipe, 'jogando o jogo' honestamente, para o bem do conjunto. Você merece a confiança do governo de sua pátria, do Movimento Escoteiro, dos seus amigos e companheiros de Patrulha, de seus patrões ou de seus empregados, que esperam que você seja correcto, fazendo o melhor possível, em benefício deles, ainda quando eles não correspondem sempre bem ao que você espera deles. Além disso, você é leal também a si mesmo; você não quer diminuir seu respeito a si mesmo jogando mal de propósito; nem vai querer decepcionar ou ficar em falta com outro homem, nem, tampouco, com outra mulher." Baden-Powell
3. O Dever para o Escoteiro é ser útil e ajudar o próximo.
"O dever do Escoteiro é ser útil e ajudar a todos. Como Escoteiro, seu mais alto objectivo é servir. Você deve merecer a confiança de que, em qualquer ocasião, estará pronto a sacrificar tempo, trabalho, ou, se necessário, a própria vida pelos demais. O sacrifício é o sal do serviço." Baden-Powell