No inicio da aula fizemos um "ponto de situação" ,ou seja, especificar o que temos e o que já realizamos relembrando as etapas do trabalho:
Desafio;
Conceito;
Referenciais;
Selecção e desenvolvimento de uma ideia;
Realização.
Nesta aula começei a minha pesquisa e começei a exploração de ideias.
Pesquisa:
Pesquisa:
Iniciei a minha pesquisa procurando tapeçarias de vários autores como:
António Costa Pinheiro:
Um pintor português que nasceu em Moura, no Alentejo, em 1932. Frequentou a Escola António Arroio e a Escola de Belas Artes de Lisboa, onde conheceu artistas como Lourdes Castro e René Bèrtholo, seus colegas e amigos que o acompanharam mais tarde na aventura do KWY (Ká Wamos Yndo). Depois da sua primeira exposição individual, em 1956, decide viajar pela Europa acabando por se instalar, no ano seguinte, em Munique com os seus colegas René Bèrtholo, Lourdes Castro e Gonçalo Duarte. Permanece aqui até 1960, altura em que ganha uma bolsa de estudo da Fundação Calouste Gulbenkian, mudando se, então, para Paris. É na capital francesa que reencontra os seus amigos da Escola António Arroio integrando se no grupo KWY (uma revista de artes plásticas cujo projecto se confundiu, no entanto, com a vida do colectivo que ficaria, na história da arte portuguesa, conhecido pelo mesmo nome). A primeira exposição do grupo ocorreria em 1960 na Universidade do Sarre, na Alemanha, seguindo se outra, no mesmo ano, em Lisboa, na Sociedade Nacional de Belas Artes. A contribuição de Costa Pinheiro é feita de pinturas gestuais onde se percebe um empenhamento na via do abstraccionismo lírico. A prática do desenho e da gravura torna o mais atento ao elemento figurativo. As figuras segregam se de um fundo indefinido, afirmando se em estruturas geométricas ou identificadoras de personagens. Estes são geralmente homens e touros, produto de reminiscências ibéricas que revelam a memória involuntária do emigrante português, nascido perto da fronteira com Espanha. O artista assume, então, o imaginário que consigo transporta e, em 1966, depois de ter tentado regressar a Portugal em 1962, sendo preso durante alguns meses e regressado à Alemanha em 1963, realiza a série mais emblemática da sua obra: Os Reis. Uma série de retratos imaginários dos reis de Portugal apresentados como cartas de jogar, nos quais não se encontra o resultado de uma investigação científica mas uma recriação, lírica ou irónica, das lendas populares.
Segue se uma fase objectual e conceptual onde simula brinquedos populares de madeiras coloridas integrando os em contextos de ficção científica. Um exemplo de ambiente conceptual é constituído pelos objectos lúdicos de Citymobil (1969), projecto imaginário em que a cidade é permanentemente transformada pelos seus habitantes. Aproveitando toda a experiência adquirida no conceptualismo, regressa à pintura com o trabalho O poeta Fernando Pessoa (apresentado na Fundação Calouste Gulbenkian, em 1981) e La Fenêtre de ma Tête (1989), onde as referências a Magritte são evidentes.
Carlos Botelho:
Carlos António Teixeira Bastos Nunes Botelho (Lisboa, 18 de Setembro de 1899 — Lisboa, 18 de Agosto de 1982), foi um pintor, ilustrador e caricaturista português.
Foi aluno do Liceu Pedro Nunes, em Lisboa, tendo-se seguidamente inscrito na Escola de Belas-Artes de Lisboa, que abandonou ao fim de pouco tempo.
Entre 1926 e 1929 fez, com regularidade, páginas de banda desenhada para o semanário infantil ABCzinho.
Em 1928, iniciou uma crónica humorística no semanário Sempre Fixe, na página Ecos da Semana, colaboração que manteve durante mais de 22 anos.
Em 1930, monta o seu primeiro ateliê na Costa do Castelo, em Lisboa, na casa a que a sua mulher, professora do ensino primário, tinha direito pela função exercida. A localização desta casa, onde viveu até 1949, influenciou certamente a sua temática, oferecendo-lhe temas e referências que influenciaram o seu percurso artístico.
Em 1937, integra a equipa de decoradores do Pavilhão de Portugal, durante a Exposição Internacional de Artes e Técnica em Paris. Nesta cidade teve acesso a uma retrospectiva da obra de Van Gogh que o terá influenciado largamente, determinando mesmo, a sua obra numa primeira fase expressionista.
Em 1938 recebeu o prémio Amadeo de Souza-Cardoso, pelo retrato do seu pai.
Em 1939, permanece nos Estados Unidos da América por um período longo, integrando a equipa de decoradores dos pavilhões portugueses, das Exposições Internacionais de Nova Iorque e de São Francisco.
Em 1940, integrou uma das equipas de decoradores da Exposição do Mundo Português, em Lisboa. Neste ano recebe também o Prémio Columbano
Jean Lurçat:
É um ceramista e designer de tapeçaria francesa, nascido em Bruyeres em 1 de Julho 1892 e morreu em St Paul de Vence em 6 de Janeiro 1966.
Sendo um famoso designer de tapeçaria, foi um dos homens que influenciou, também, a tapeçaria de Portalegre. As suas tapeçarias apresentam cores vivas, quentes ou frias, e muitas vezes formando grandes contrastes em padrões e texturas. Normalmente utiliza temas antropomórficos, com animais e abstractos que por vezes relaciona aspectos entre eles ou deixa apenas só.
Utiliza, por vezes, uma técnica que parece realista, por representar tão bem as formas e lhes dar sombras, perspectiva, etc...
Tem também uma técnica muito própria, tanto como o seu estilo ao produzir estas obras porque lhes confere uma grande quota de individualidade, que se observa, principalmente nas obras abstractas. Isto torna-se bom para o artista, sendo que as suas obras são reconhecidas em qualquer lugar, pela marca que o artista sempre deixa.
Exploração de ideias:
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